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  A sua página de Mistérios

Desde 18 de janeiro de 2001. Atualizado em 16 de novembro de 2004.

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 Magia, Druidas e a Wicca

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O Autor † Rafael Carvalho Bastos

 

 

 

 

A Magia, os Druidas e a Wicca

 

OS DRUIDAS, SUA CULTURA E MAGIA

Quem eram os druidas ? O que melhor se pode dizer é que os druidas foram membros de uma elevada estirpe de Celtas que ocupavam o lugar de juizes, doutores, sacerdotes, adivinhos, magos, médicos, astrônomos, etc. mas que evidentemente não constituíam um grupo étnico dentro do mundo Celta. Eram grandes conhecedores da ciência dos cristais.

As mulheres célticas gozavam de mais liberdades e direitos do que as de outras culturas contemporâneas, incluindo-se, até mesmo, o direito de participarem de batalhas, e de solicitarem divórcio. Neste contexto havia mulheres druidas. Na cultura druídica, portanto, a mulher tinha um papel preponderante pois era visa como a imagem da Deusa.

No contexto religioso os druidas eram sacerdotes e sacerdotisas dedicados ao aspecto feminino da divindade, a Deusa Mãe. Embora cultuassem a Deusa Mãe mesmo assim admitiam que todos os aspectos expressos a respeito da Divindade eram ainda percepções imperfeitas do Divino. Assim, todos os deuses e deusas do mundo nada mais eram do que aspectos de um só Ser Supremo - qualquer que fosse a sua denominação visto sob a ótica humana.

A palavra druida é de origem céltica, e segundo o historiador romano Plínio - o velho, ela está relacionada com o carvalho, que na realidade era uma árvore sagrada para eles.

Desde que o povo celta não usava a escrita para transmitir seus conhecimentos, após o domínio do cristianismo perdeu-se muito das informações históricas daquela maravilhosa civilização e especialmente das que a precederam deste o fim da Atlântida, exceto aquilo que permaneceu zelosamente guardado nos registros de algumas Ordens Iniciáticas, especialmente a Ordem Céltica e a Ordem Druídica. Por isto muito da historia dos Druidas até hoje é um mistério para os historiadores oficiais; sabem que realmente que existiu entre o povo Celta mas que não nasceram nesta civilização. Sendo assim impõe-se a indagação: de onde vieram os Druidas? Seriam Deuses? Ou Bruxos? O pouco que popularmente é dito a respeito dos druidas tem como base diversas lendas, como a do Rei Arthur, onde Merlin era um druida.

Diversos estudiosos tem argumentado que os Druidas originariamente pertenceram à pré-céltica (não Ariana) população da Bretanha e da Escócia.

Desde o domínio romano, instigado pelo catolicismo, a cultura druídica foi alvo de severa e injusta repressão, que fez com que fossem apagados quaisquer tipos de informação a respeito dela embora que na historia de Roma conste que Júlio César reconhecia a coragem que os druidas tinham em enfrentar a morte em defesa de seus princípios.

Os Druidas dominavam quase todas as áreas do conhecimento humano, cultivaram a musica, a poesia, tinham notáveis conhecimentos de medicina natural, de fitoterapia, de agricultura e astronomia, e possuíam um avançado sistema filosófico muito semelhante ao dos neoplatônicos. O povo celta tinha uma tradição eminentemente oral, não faziam uso da escrita para transmitir seus conhecimentos fundamentais, embora possuíssem uma forma de escrita mágica conhecida pelo nome de escrita rúnica. Mesmo não usando a escrita para gravar seus conhecimentos eles possuíram suficiente sabedoria a ponto de influenciarem outros povos e assim marcar profundamente a literatura da época, criando uma espécie de aura de mistério e misticismo.

A Igreja Católica, inspirada pela Conjura, demonstrou grande ódio aos Druidas que, tal qual outras culturas, foram consideradas pagãs, bruxos terríveis, magos negros que faziam sacrifícios humanos e outras coisas cruéis. Na realidade nada disso corresponde à verdade, pois quando os primeiros cristãos chegaram naquela região foram muito bem recebidos, até porque a tradição céltica conta que José de Arimatéia discípulo de Jesus viveu entre eles e levado até lá o Santo Graal (Taça usada por Jesus na Última Ceia).

Em torno disto existem muitos relatos, contos, lendas e mitos, especialmente ligados à Corte do Rei Arthur e a Távola Redonda. São inúmeros os contos, entre eles, aqueles relativos à Corte do Rei Arthur, onde vivera Merlin, o mago, e a meia-irmã de Arthur, Morgana, que eram Druidas.

A religião druídica na realidade era uma expressão mais mística da religião céltica. Esta era mais mágica, por isso mais popular, com formas de rituais mais rústicos, e muito mais ligado à natureza ambiental, à terra que era tratada com carinho bem especial. A mais popular das expressões religiosas dos celtas constituiu-se a Wicca, que o Catolicismo fez empenho em descrever como um conjunto de rituais satânicos.

 

 

São freqüentemente os festivais célticos. Para eles o ano era dividido em quatro períodos de três meses em cujo início de cada um havia um grande festival. Eram eles:

Imbolc - celebrado em 1 de fevereiro e era associado à deusa Brigit, a Mãe-Deusa protetora da mulher e do nascimento das crianças;

Beltane - celebrada em 1 de maio. (também chamado de Beltine, Beltain, Beal-tine, Beltan, Bel-tien e Beltein) Significa "brilho do fogo". Este festival, muito bonito, era marcado por milhares de fogueiras;

Lughnasadh - (também conhecido como Lammas), dedicado ao Deus lugh, celebrado em 1 de agosto;

Samhain - a mais importante das quatro festas, celebrada em 1 de novembro. Hoje associada com o Hallows Day, celebrado na noite anterior ao Hallowen.

Basicamente a doutrina céltica enfatizava a terra e a deusa mãe enquanto que os Druidas mencionavam diversos deuses ligados às formas de expressão da natureza; eles enfatizavam igualmente o mar e o céu e acreditavam na imortalidade da alma, que chegava ao aperfeiçoamento através das reencarnações. Eles admitiam como certa a lei de causa e efeito, diziam que o homem era livre para fazer tudo aquilo que quisesse fazer mas que com certeza cada um era responsável pelo próprio destino, de acordo com os atos que livremente praticasse. Toda a ação era livre, mas traria sempre uma conseqüência, boa ou má, segundo as obras praticadas. Mesmo sendo livre, o homem também respondia socialmente pelos seus atos, pois para isto existia pena de morte aplicada aos criminosos perversos. A Igreja Católica acusava os Celtas e Druidas de bárbaros por sacrificarem os criminosos de forma sangrenta, esquecendo que ela também matava queimando as pessoas vivas sem que elas houvessem cometido crimes, apenas por questão de fé ou por praticarem rituais diferentes pura ironia!

A crença céltica e druídica diziam que o homem teria a ajuda dos espíritos protetores e sua libertação dos ciclos reencarnatórios seria mais rápida assim. Cada pessoa tinha a responsabilidade de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas que estivessem igualmente aptas a entenderem a lei de causa e efeito, também conhecida atualmente como lei do carma.

Não admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos constituídos por mãos humanas, assim, faziam dos campos e das florestas , principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerimônias.

Em vez de templos fechados eles reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.

Enquanto em alguns dos festivais célticos os participantes o faziam sem vestes os Druidas, por sua vez, usavam túnicas brancas. Sempre formavam os círculos mágicos visando a canalização de força.

Por não usarem roupas em alguns festivais e por desenvolverem ritos ligados à fecundidade da natureza, por ignorância, por má fé ou mesmo por crueldade dos padres da Igreja, Celtas foram terrivelmente acusados de praticarem rituais libidinosos, quando não realidade tratava-se de ritos sagrados.

AS ORIGENS DA BRUXARIA WICCA

 

Falar em origem da bruxaria é o mesmo que retornar aos primórdios da Humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar sua percepção para os mistérios da vida e da natureza. segundo os estudiosos da pré-história, a primeira demonstração de arte devocional foram as MADONAS NEGRAS, encontradas em cavernas do período Neolítico. Portanto, as Deusas da Fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos. Da mesma forma que nossos antepassados se maravilharam ao ver a mulher dando a Luz a uma criança, todo o Universo deveria ter sido criado por uma GRANDE MÃE. Entre os povos que dependiam da caça, surgiu o culto ao Deus dos Animais e da Fertilidade, também conhecido como Deus de Chifres ou Cornífero. Os chifres sempre representaram a fertilidade, coragem e todos os atributos positivos da energia masculina, representando também a ligação com as energias cósmicas. Hoje a figura do Deus Cornífero é bastante problemática, pois, com o advento do Cristianismo, ele foi usado para personificar a figura do Diabo, entidade criada pelas religiões judaico-cristãs. Ele não é reconhecido e muito menos cultuado pelas Bruxas. O Diabo é venerado apenas pelo Satanismo, que é um culto Anti-Cristão. Como a nossa religião já existia muitos milhares de anos antes do Cristianismo, não temos nada a ver com o Diabo e os Satanistas.

Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias crenças, que, ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu nascimento à Wicca. Com a rápida expansão desse povo, ela foi levada para regiões onde se encontram Portugal, Espanha e Turquia. Embora a Wicca tenha se firmado entre os Celtas, é importante lembrar que a bruxaria é anterior a eles! Mas como esse povo foi o mantedor da tradição, é importante que conheçamos, pelo menos, o rudimento de seu pensamento e cultura. O Panteão Celta, ou seja, o conjunto de Deuses e Deusas dessa cultura é hoje o mais utilizado nos rituais da Wicca, embora possamos trabalhar com qualquer Panteão, desde que conheçamos o simbolismo correto, e não misturemos os Panteões num mesmo ritual.

A sociedade Celta era Matrifocal, isto é, o nome e os bens da família eram passados de mãe para filha. Homens e mulheres tenham os mesmo direitos, sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e guerreira, participando das lutas ao lado dos homens. O culto da Grande Mãe e do Deus Cornífero predominaram nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas, até a chegada dos romanos, que praticamente dizimaram as tribos Celtas, que nessa época já estavam sendo dominadas pelos Druidas, que representavam uma introdução ao patriarcalismo.

Porém, em muitos lugares, a religião da Grande Mãe continuou a ser praticada, pois havia certa tolerância por parte dos romanos, chegando certos ramos da Wicca a incorporar elementos do Panteão greco-romano, especialmente na Bruxaria Italiana.

Foi somente na Idade Média que a Bruxaria foi relegada às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças, que eram uma ameaça a um clero muito mais preocupado em acumular bens e riquezas do que a propagar a verdadeira mensagem de Jesus. Se fôssemos descrever essa época infame, em que milhões de pessoas, em sua maioria mulheres, foram perseguidas, torturadas e assassinadas pela Inquisição, com certeza, escreveríamos um livro com milhares de páginas, mas este não é o nosso objetivo. Muitas das vítimas da Inquisição não eram Bruxas, e sim, pessoas com problemas de saúde, doenças mentais, deficiências físicas ou somente o alvo da suspeita e inveja do povo. Também era comum se acusar pessoas para tomar seus bens, pois esses eram divididos entre os inquisidores. Durante o tempo das fogueiras, o medo fez com que muitas de nós permanecêssemos no anonimato para resguardarmos nossa vidas e nossa famílias. Muitos dos conhecimentos passaram a ser transmitidos oralmente, por medida de segurança, e, assim, muito se perdeu.

Por isso, não é correto dizer que a Wicca de hoje é a mesma de séculos atrás. No presente, um grupo de pessoas abnegadas e corajosas está redescobrindo e recriando a Nova Bruxaria ou Neo Paganismo, como também é conhecido. Eu recomendo que se leia alguns livros dado na bibliografia, para um conhecimento mais profundo da história, e que se pesquise outras formas da bruxaria além da Wicca, pois todas essa formas são derivadas do Xamanismo Primitivo, e só poderão enriquecer o nosso trabalho.

 

 

 

A WICCA

O QUE É A RELIGIÃO DA BRUXARIA?

 

A Bruxaria é uma religião de origem xamânica e forte tradição mágica, mas é bom lembrar que Xamanismo e Magia são técnicas espirituais, isto é, para ser Bruxa não é preciso fazer magia, ou ter poderes paranormais. Muito menos ser vidente ou médium. O que diferencia a Bruxa do Magoou Xamã é a sua devoção pelos Deuses. Xamanismo e Magia são técnicas utilizadas pelas Bruxas, mas não têm nada a ver com a parte devocional da Wicca. É possível ser bruxa fazendo-se somente os rituais de devoção, sem nunca praticar um único feitiço na vida, mas o contrário não é verdadeiro, pois, se não houver da sua parte um amor sincero pela energia dos Deuses e harmonia com a Natureza, você pode fazer feitiços dia e noite, mas nunca será uma Bruxa! Tradicionalmente, as Bruxas podem (e devem) fazer feitiços recorrendo às energias da Natureza para resolver os problemas práticos da sua vida, bem como para ajudar ao próximo, mas nunca devemos nos esquecer de que o mais importante é a comunhão com as energias da Natureza, e o respeito por todos os seres vivos, e, em especial, pelos nossos semelhantes.

Apesar da atual controvérsia acerca da antigüidade da Wicca, ela espiritualmente descende os ritos xamânicos. Mesmo que alterada e adequada para nosso mundo, a Wicca ainda toca nossa alma e causa êxtase - mudanças de consciência, - unindo- nos ao Divino. Muitas das técnicas da Wicca são de origem xamânica. A Wicca ensina que a natureza engloba um amplo espectro de estados mentais e espirituais dos quais a maioria de nós é ignorante. Rituais Wiccanos eficazes possibilitam que penetremos em tais estados, permitindo - nos comungar e comunicar com a Deusa e com o Deus. Ao contrário de algumas religiões, a Wicca não vê o Divino como algo distante. A Deusa e o Deus estão ambos dentro de nós e manifesta-se em toda a natureza. Isto é a universalidade: não há nada que não seja dos Deuses. A Wicca, assim como muitas outras religiões, reconhece a dualidade do Divino. Reverencia a Deusa e o Deus. Eles são iguais, calorosos e afetuosos, não distantes ou morando no "paraíso," mas onipresente em todo o universo.

A Wicca nos ensina também que o mundo físico é apenas uma de muitas realidades. O físico não é a mais alta expressão absoluta, nem é o espiritual "mais puro" do que a base. A única diferença entre o físico e o espiritual é que o primeiro é mais denso. Como nas religiões orientais, também a Wicca concorda com a doutrina da reencarnação, esse tópico tão mal compreendido. Ao contrário de algumas filosofias orientais, a Wicca não prega que, após a morte física, nossas almas venham a reencarnar em outras formas que não a humana. Além disso, poucos praticantes acreditam iniciemos nosso existência das pedras, árvores, lesmas ou aves antes de evoluir ao ponto de podermos encarnar como seres humanos. Apesar de tais criaturas e substâncias possuírem uma espécie de alma, não é do mesmo tipo da que nós, humanos possuímos. A reencarnação é aceita como um fato por milhões de pessoas, tanto no oriente como no ocidente. Ela responde a muitas perguntas: o que ocorre após a morte? Por que temos a sensação de lembrar de coisas que jamais fizemos nesta vida? Por que às vezes somos inexplicavelmente atraídos a lugares ou pessoas que nunca vimos antes? Certamente, a reencarnação não pode responder a todas essas questões ,mas ela está lá para ser estudada. A reencarnação não é algo que devemos crer. Por meio da reflexão, da meditação e da auto-análise muitos chegaram ao ponto em que aceitam a reencarnação como fato.

O ideal Wiccano de moralidade é simples: FAÇA O QUE DESEJAR, DESDE QUE VOCÊ NÃO PREJUDIQUE NINGUÉM!!! Assim ,se como um Wiccano, você abusar de seu organismo negando-lhe suas necessidades vitais ou ainda ferindo a si mesmo, você estará violando este princípio. A Wicca é uma religião que utiliza magia. Esta é uma de suas características mais distintas e atraentes. Magia religiosa? Isso não é tão estranho quanto pode parecer. Os sacerdotes católicos, utilizam "magia" para transformar um pedaço de pão no corpo de um "salvador" há muito falecido. A oração - instrumento comum a muitas religiões - é simplesmente uma forma de comunicação com o Divino. As preces são uma forma de magia. A magia é a prática de utilizar energias naturais(ainda que pouco compreendidas) para efetuar mudanças necessárias. Na Wicca, a magia é utilizada como instrumento para consagrar áreas rituais, melhorarmos a nós mesmos e o mundo no qual vivemos. Muitas pessoas confundem a Wicca e a magia, como se essas duas palavras tivessem o mesmo sentido. A Wicca é uma religião que envolve magia. Se deseja apenas praticar magia, provavelmente a Wicca não é o melhor caminho para você! Outro ponto fundamental: a magia não é um meio de forçar a natureza a fazer aquilo que deseja. Esta é uma noção completa - mente equivocada, gerada pela crença de que a magia é algo de certo modo sobrenatural, como se algo que existe pudesse estar de fora da natureza. MAGIA É NATURAL! É um movimento harmonioso de energias que origina mudanças necessárias Se deseja praticar magia, deve antes abandonar todas as noções de que ela seria paranormal ou sobrenatural. A maioria dos Wiccanos não acredita na predestinação. Apesar de honrarmos e reverenciarmos a Deusa e o Deus, sabemos que somos almas livres com total controle e responsabilidade sobre nossas vidas. Não podemos apontar para uma imagem de um Deus maligno, como o Satã, e culpá-lo por todos os nosso defeitos e fraquezas. Não podemos culpar o destino. A cada segundo de cada dia estamos, moldando nossos futuros, criando os cursos de nossas vidas. Uma vez que um Wiccano assume total responsabilidade por tudo o que tenha feito (nesta e em vidas passadas) e determina que ações futuras estarão de acordo com ideais e objetivos mais elevados, a magia florescerá e a vida será plena de prazer! Esta talvez seja a essência da Wicca - é uma união prazerosa com a natureza. E terra é uma manifestação da energia divina. Os templos da Wicca são os campos salpicados de flores, as florestas, as praias e os desertos. Quando um Wiccano está livre ele ou ela está, na verdade, envolto pela santidade, assim como um cristão quando entra em uma igreja ou catedral. Além disso, toda a natureza está sempre cantando para nós, revelando seus segredos. Os Wiccanos ouvem a Terra. Eles não ignoram as lições que ela está desesperadamente nos tentando ensinar. Quando perdemos contato com nosso amado planta, perdemos o contato com o Divino. Estes são alguns dos princípios básicos da Wicca. Eles formam a verdadeira Wicca; os rituais e os mitos são secundários a estes ideais e servem para celebrá-los. O caminho está aberto. A antiga Deusa e seu Deus o aguardam à sua volta e dentro de você!!!

OS ELEMENTOS

 

O Ancients dividiu o mundo em quatro princípios básicos ou * elementos * terras, em água, em fogo, e em ar. Que o ponto de vista mudou na maior parte com avanços da ciência, mas os quatro elementos são aceitados, porque estão ligados com as emoções, e com a natureza do que são as explanações modernas do mundo. Estes * elementos mágicos * são também de alguma importância na astrologia. Muitos ocultistas pensam dos elementos mágicos como forças, ou como * qualidades * da energia; especial dentro do mundo astral. Cada elemento tem um símbolo e uma cor. (os símbolos comuns são - fogo: um triângulo que aponta acima; ar: um triângulo que aponta acima e com de uma linha horizontal através do meio dele; água: um triângulo que aponta para baixo; terra: um triângulo que aponta abaixo e com uma linha horizontal através do meio dele.) As cores dos elementos são - terra: marrom e verde; água: azul; fogo: vermelho; ar: amarelo.

Magick vê relacionamentos entre coisas. Estes relacionamentos são chamados ' correspondências. Embora as correspondências mágicas não sejam literalmente iguais a uma outra, você pode pensar delas de que maneira (tal como o ouro iguala o sol). As tabelas destes relacionamentos, chamadas ' tabelas da correspondência, estão disponíveis (importante é Crowley ' 777 '). Assim um coisa ou símbolo podem ser usados sugerir outro. Isto é importante no magick, porque o mágico pode cercar-se com tantas como correspondências apropriadas porque ele lata para afetar vividly os sentidos; assim fazendo seu contato mágico com os planos internos mais lúcido.

Os elementos mágicos têm correspondências com os cartões do tarô como os quatro ternos. Os quatro quartos (sentidos do universo como usados no ritual do magick) e o Archangels correspondem também com estes mesmos elementos.

Elemento - Direção

Terra - Norte

Água - Oeste

Fogo - Sul

Ar - Leste

Os sinais astrological correspondem também com os elementos. O taurus, o virgo, e o capricorn são sinais da terra. O cancer, o scorpio, e os pisces são sinais da água. O aries, o leo e o sagittarius são sinais do fogo. Os gemini, o libra, e o aquarius são sinais do ar. Os elementos mágicos seriam peopled pelos espíritos e pelas entidades mitologico chamados elemental ou espíritos da natureza. Estes são agrupados em quatro categorias principais:

Terra Água Fogo Ar

Gnomo Ninfas Jin Faries

Anões Tritons Salamandras Anjos

Elementals é geralmente somente visível àqueles com vista clairvoyant e é mais provável ser visto na noite nas montanhas ou no país away das cidades -- especial se você é tired ou sleepy. Embora os elementals existam naturalmente, é também possível criar um que existirá por um tempo limitado -- nenhum elemental tem o imortal. Um elemental criado é chamado ' um elemental artificial '.

Ao Ancients, os elementals eram a explanação física do universo. Entretanto, alguns occultists contemporary vêem-nos somente como símbolos para forças e de outra maneira não ' real ' em tudo. Uma outra palavra usada às vezes para elemental é ' familiar' (geralmente no witchcraft medieval); o termo é ambiguous, como pôde meramente ser um animal de estimação ordinário da casa tal como um cão ou um gato.

YIN YANG

Conversa chinesa da filosofia e do acupuncture de YIN YANG do yang do yin. Este é a idéia da polaridade, ou pares opostos, como mostrado:

Yin Yang

 

Água Fogo

Contração Expansão

Frio Quente

Feminino Masculino

Negativo Positivo

Passivo Ativo

 

A lista podia ir sobre. Na literatura chinesa é completamente longa. Alguns ocultistas sugerem que tudo pode similarmente ser arranjado em relacionado oposto aos pares.

ENERGIAS

 

 

Energia Natural

É a Energia dos elementos da Natureza, como Ervas, Cristais, Componentes animais e também o uso das linhas de força do Planeta, conhecidas como Forças Telúrica.

Energia Elemental

É aquela em que a Bruxa pede ajuda a seres ligados aos Quatro Elementos (Água, Fogo, Terra e Ar), isto é, trabalha com os Gnomos, Fadas, Salamandras, Silfos, Dragões e outros seres do mundo Astral.

Energia Planetária

Como o próprio nome diz, é o trabalho com as Energias dos Planetas. As Bruxas, de um modo especial, trabalham com a chamada Energia Lunar, pois a Lua é um refletor não só da Energia Solar como da Energia de todos os Planetas do nosso sistema.

Energia Divina

É quando a Bruxa trabalha diretamente com os Deuses, evocando seu poder para o trabalho mágico.

Energia Pessoal

É aquela gerada interiormente, ou seja, da própria fonte de Energia interna da Bruxa. Essa Energia é chamada Kundalini no Oriente, e nada mais é do que a energia Sexual do ser humano, que, na verdade, é a nossa maior fonte de Poder Pessoal.

Para resumir, quando a Bruxa ergue o Cone do Poder, ela está gerando seu próprio Poder Pessoal, através da Energia Sexual, ou está drenando Energia de alguma das fontes citadas acima. O mais comum é utilizarmos várias dessas fontes durante um Feitiço. Por exemplo, podemos utilizar a Energia das Plantas e água energizadas pela Lua, carregarmos com nossa Energia Mental, e ainda chamar os Elementais e os Deuses para nos ajudar!

Quando trabalhar com os Deuses, nunca misture Panteões! Na Dúvida, use os termos Deusa e Deus, pois todas as deusas são uma só Deusa, e todos os deuses são o mesmo Deus!

Nunca trabalhe após as refeições, e, no dia dos Feitiços, procure não comer carne ou ingerir bebidas alcoólicas. Evite qualquer tipo de droga ou calmante, e tome somente os remédios estritamente necessários! Nunca faça um Feitiço quando estiver doente ou esgotada fisicamente, a não ser numa emergência! Um Ritual pode consumir muito mais Energia do que uma aula de aeróbica, ou uma partida de futebol!

Portanto, não seja como certas pessoas muito Espiritualistas, que descuidam do corpo e depois querem ser Bruxas! Prefira alimentos naturais, tome vitaminas e pratique algum esporte! Aulas de Artes Marciais são ótimas! Se não for possível, pelo menos faça caminhadas, de preferência numa praia ou parque, onde tenha muito verde! Nunca esqueça de traçar o círculo quando for realizar um Feitiço. Eu costumo sempre chamar os Deuses e Elementais adequados para me auxiliar. Sempre eu tomo um banho antes do Ritual e procuro determinar exatamente o que será feito, para que não haja dúvidas durante a execução. Se você tiver um Animal Guardião, pode chamá-lo para ficar em sua companhia durante o Feitiço (o Ritual para se encontrar o Animal Guardião será dado mais adiante). Você deve montar o altar com as velas do Deus e da Deusa, colocar pelo menos algum símbolo para os Quatro Elementos, um incenso apropriado, ervas e outros materiais. As ervas devem ser queimadas dentro do Caldeirão. O Fogo deverá ser o foco da sua concentração. Gire em torno dele para criar o Cone do Poder, como já foi explicado. O sucesso de um Feitiço depende muito mais da sua concentração que dos materiais utilizados. A Força da Emoção e da Vontade é essencial para que se consiga bons resultados. Você pode criar um mantra, que será repetido enquanto você gira ao redor do Caldeirão. Esse mantra pode ser uma palavra que tenha a ver com o Feitiço, uma canção ou rima criada de acordo com o seu desejo. É comum as Bruxas fazerem versos que são recitados durante o Feitiço. Por exemplo:

"Forças da Terra e do Fogo,

Forças da Água e do Vento,

Protejam eternamente

O Amor do meu pensamento."

Á primeira vista, isso pode parecer meio bobo, mas é uma poderosa forma de alterar a sua consciência. Para se fazer um Feitiço é importante que se tenha quatro itens: DESEJO, CONCENTRAÇÃO, VISUALIZAÇÃO E EXPECTATIVA!

É preciso ter um forte DESEJO, pois um Feitiço depende muito da carga emocional que você conseguir projetar nele. Você precisa saber exatamente o que você quer e permanecer firme a essa idéia! Também é necessária uma boa dose de CONCENTRAÇÃO para que não se desvie do seu objetivo e possa manter uma imagem fixa do seu desejo durante o Ritual. Para que um desejo atinja os níveis mais profundos de nossa mente é necessário que ele seja expresso em imagens, pois o Inconsciente trabalha através de símbolos e não de palavras. É importante que você consiga fazer uma VISUALIZAÇÃO do seu desejo realizado, num quadro o mais perfeito possível! No começo, pode parecer difícil, mas seria bom fazer alguns elementos de Visualização. Um exercício simples é olhar para um objeto, fechar os olhos e tentar revê-lo novamente com o máximo de detalhes. OU simplesmente tentar criar cenas mentais, o mais exatas possíveis. Mas a boa visualização não significa apenas ver um objeto! Se você está imaginando uma fruta, por exemplo, o certo é você imaginar seu gosto, cheiro, textura, etc. A boa Visualização leva em conta todos os sentidos!

Finalmente, você precisa de uma EXPECTATIVA favorável, isto é, você tem de acreditar realmente que seu Feitiço vai funcionar! Muitas vezes, essa é a parte mais difícil, pois seria preciso manter o espírito confiante de uma criança, mas as pessoas, com o passar do tempo, aprendem a duvidar, especialmente se o Feitiço demora um pouco para acontecer! Tudo no Universo tem seu tempo certo, e às vezes temos que ter paciência e esperar o momento favorável. Muitos feitiços que eu fiz no começo de meu trabalho com Feitiçaria não se realizaram por esse motivo! No final do curso existe uma Tabela de Correspondências para facilitar o seu trabalho, mas é preciso que você pesquise novos materiais, estude plantas medicinais (especialmente as da sua região) e crie novos Feitiços de acordo com a sua personalidade. A Wicca é um aprendizado constante, um eterno exercício de criatividade! Nos meus Feitiços eu costumo usar um Condensador Psíquico, isto é, uma substância que ajuda a concentrar energias. Um dos melhores condensadores é o sangue, mas como ele não é utilizado na Wicca eu vou ensinar um substituto perfeito. Trata-se da Camomila. Faça um chá bem forte com essa erva, coe, deixe esfriar, e, durante o feitiço, deixe cair algumas gotas no material utilizado. A concentração de energias será muito mais rápida e fácil. Sempre que encerrar um Feitiço, diga: "Que o meu desejo se realize, para o BEM DE TODOS!" Isso evitará resultados desagradáveis. Por último, é preciso ter paciência e até aprender com os próprios erros, pois, quando se está engatinhando no mundo da Bruxaria, nem tudo corre exatamente como desejamos. Muitas vezes, um Feitiço falha porque você não estava num dia propício, ou precisa um pouco mais de concentração. Isso tudo vem com o tempo. Muito mais importante é que você consiga se harmonizar com as forças da Natureza. Se liberte de muitos preconceitos e encontre o caminho da Alegria. Que este curso possa se tornar uma pequena semente, o ponto de partida para sua evolução. Um dia, nos encontraremos, e, nesse dia, espero que vocês tenham muito a me ensinar. Que os Deuses estejam em todos os seus caminhos. Que possam encontrar dentro de vocês tudo o que eu não pude ensinar, pois o coração é o melhor professor.

 

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Ordem Rosacruz Amorc

 

Em Construção

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A Alquimia

 

 

 

 

Para se dizer algo sobre esse maravilhoso tema que é a Alchymia, não poderia deixar de citar o mais célebre texto, que é atribuído ao pai da Alchymia.

" E Verdade, certo sem mentira, que tudo que está embaixo é como o que esta em cima e que tudo que está em cima é como o que está em baixo, na manifestação do Ser Único. Assim como tudo que existe tem origem no prodigioso Ser Único, pela Vontade e pelo Verbo da Unidade, toda as coisas devem sua existência a essa Unidade, por decreto da Natureza, podem ser aprimoradas pela Harmonia com a sua Consciência. Seu Pai é o Sol, sua Mãe é a Lua, o Vento o carrega em seu seio e ele é nutrido pela Terra. Esse ser é o Pai de tudo o que é perfeito no mundo. Seu potencial atinge a Perfeição quando se transmuta em Terra. Uma vez Transmutado em Terra ele separa a Terra do Fogo, o Sutil do Grosseiro, mais judiciosamente em com muita Inteligência e com muito Engenho.

Depois ele se eleva da Terra para o Céu, desce novamente do Céu para a Terra e recebe mais uma vez o Poder do Alto e do Baixo. Assim se obtém o esplendor do mundo inteiro. Então desaparece toda falta de compreensão e de aptidão. É o maior de todos os poderes a Energia de todas as Energias, porque triunfa sobre todas as coisas sutis e penetra tudo que é sólido. Pois foi assim que o mundo foi criado e é assim que são realizadas as combinações raras de toda sorte de maravilha." É por isso que sou chamado de Hermes Trimegistus, pois eu me tornei senhor das tr6es partes da sabedoria de todo o mundo. O Que tenho para dizer sobre a Obra-prima da Arte Alquímica, da Obra Solar está agora perfeitamente expresso."

 

A Tábua de Esmeraldas . Hermes Trimegistus

Alquimia

 

Origem

A origem da alquimia se perde no tempo, sendo mais antiga do que a história da humanidade. Seu verdadeiro início é desconhecido e envolto em obscuridade e mistério. Assim, seu surgimento confunde-se com a origem e evolução do homem sobre a Terra.

A utilização e o controle do fogo separou o animal irracional do ser humano. Nos primórdios, não se produzia o fogo, porém ele era controlado e utilizado para aquecer, iluminar, assar alimentos, além de servir para manejar alguns materiais, como a madeira. Bem mais tarde conseguiu-se produzir e manufaturar materiais com metal, a partir de metais encontrados na forma livre e posteriormente partindo dos minérios.

Muitos associam a origem da alquimia a herança de conhecimentos de uma antiga civilização que teria sido extinta. Na Terra, já teriam existido inúmeras outras civilizações em diversas épocas remotas, dentre elas várias eram mais evoluídas que a nossa. Estas civilizações tiveram uma existência cíclica, com o nascimento, desenvolvimento e morte ocorrida provavelmente por meio de grandes catástrofes, como a queda de um grande meteoro, inundações, erupções vulcânicas, dentre outras que acabavam por reduzir grandes civilizações a um número ínfimo de sobreviventes ou mesmo por dizimá-las, fazendo com que uma nova civilização brotasse das cinzas. Os conhecimentos sobre a alquimia estariam impregnados no inconsciente coletivo de todas as civilizações até hoje ou poderiam ter sido transmitidos pelos poucos sobreviventes, desta maneira a alquimia teria resistido ao tempo.

Os textos chineses antigos se referem as "ilhas dos bem aventurados" que eram habitadas por imortais. Acreditava-se que ervas contidas nestas três ilhas após sofrerem um preparo poderiam produzir a juventude eterna, seria como o elixir da longa vida da alquimia.

No ocidente, o Egito é considerado o criador da alquimia. O próprio nome é de origem árabe (Al corresponde ao artigo o), com raiz grega (elkimyâ). Kimyâ deriva de Khen (ou chem), que significa "o país negro", nome dado ao Egito na antigüidade. Outros acham que se relaciona ao vocábulo grego derivado de chyma, que se relaciona com a fundição de metais.

Os alquimistas relacionam a sua origem ao deus egípcio Tote, que os gregos chamavam de Hermes (Hermes Trimegisto). Alguns alquimistas o considerava como um rei antigo que realmente teria existido, sendo o primeiro sábio e inventor das ciências e do alfabeto. Por causa de Hermes a alquimia também ficou conhecida como arte hermética ou ciência hermética.

Os relatos mais remotos de doutrinas que utilizavam os preceitos alquímicos, remontam de uma lenda que menciona o seu uso pelos chineses em 4.500 a.C. Ao que parece ela teria aflorado do taoísmo clássico (Tao Chia) e do taoísmo popular, religioso e mágico (Tao Chiao). Porém os textos alquímicos começaram a surgir na dinastia T'ang, por volta de 600 a.C. Na China, o mais famoso alquimista foi Ko Hung (cujo nome verdadeiro era Pao Pu-tzu, viveu de 249-330 d.C.) que acreditava que com a alquimia poderia superar a mortalidade. Atribui-se a ele a autoria de mais de cem livros sobre o assunto, dos quais o mais famoso é "O Mestre que Preserva sua Simplicidade Primitiva". Teria aprendido a alquimia por volta de 220 d.C com Tso Tzu. O tratado de Ko Hung, além da alquimia trata também da ciência da alma e das ciências naturais. Sua obra trata tanto do elixir da longa vida bem como da transmutação dos metais. Até então a alquimia chinesa era puramente espiritual e foi Ko Hung que introduziu o materialismo, provavelmente devido a influências externas. Ela foi influenciada também pelo I Ching "O livro das Mutações". Posteriormente seguiu a escola dos cinco elementos, que mesmo assim permaneceu quase que completamente mental-espiritual.

Na China a alquimia também ficou vinculada à preparação artificial do cinábrio (minério do qual se extraía o mercúrio - sulfeto de mercúrio), que era considerado uma substância talismânica associada a manutenção da saúde e a imortalidade. A metalurgia, principalmente o ato da fundição, era um trabalho que deveria ser realizado por homens puros conhecedores dos ritos e do ofício. A transformação espiritual era simbolizada pelo "novo nascimento", associada a obtenção do metal a partir do minério (cinábrio e mercúrio).

A filosofia hindu de 1000 a.C. apresentava algumas semelhanças com a alquimia chinesa, como por exemplo o soma cujo conceito assemelhava-se ao do elixir da longa vida.

No Egito a alquimia teria surgido no século III d.C. e demonstrava uma influência do sistema filosófico-religioso da época helenística misturando conhecimentos médicos com metalúrgicos. A cidade de Alexandria era o reduto dos alquimistas. O alquimista grego mais famoso foi Zózimo (século IV), que nasceu em Panópolis e viveu em Alexandria, escreveu uma grande quantidade de obras. Nesta época, várias mulheres dedicavam-se a alquimia, como por exemplo Maria, a judia, que inventou o um banho térmico com água muito utilizado nos laboratórios atualmente, o "banho-maria", Kleopatra que possivelmente não seria a Rainha Cleópatra, Copta e Teosébia. Os persas conheciam a medicina, magia e alquimia. A alquimia possuía um pouco da imagem da população de Alexandria, era uma mistura das práticas helenísticas, caldaicas, egípcias e judaicas.

Alexandre "o Grande" foi quem teria disseminado a alquimia durante suas conquistas aos povos Bizantinos e posteriormente aos Árabes. Os árabes, sob a influência dos egípcios e chineses, trouxeram a alquimia para o ocidente ao redor do ano de 950, inicialmente para a Espanha. Construíram-se escolas e bibliotecas que atraiam inúmeros estudiosos. Conta-se que o primeiro europeu a conhecer a alquimia foi o teólogo e matemático monge Gerbert que mais tarde tornou-se papa, no período de 999/1003, com o nome de Silvestre II. Na Itália Miguel Scott, astrólogo, escreveu uma obra intitulada De Secretis em que a alquimia estava constantemente presente.

No século X, a alquimia chinesa renunciou a preparação de ouro e se concentrou mais na parte espiritual. Ao invés de fazerem operações alquímicas com metais, a maioria dos alquimistas realizavam experimentos diretamente sobre seu corpo e espírito. Esta retomada a uma ciência espiritual teve como ponto culminante no século XIII com o taoísmo budaizante, com as práticas da escola Zen.

A alquimia deixou muitas contribuições para a química, como subproduto de seus estudos, dentre eles podemos citar: a pólvora, a porcelana, vários ácidos (ácido sulfúrico), gases (cloro), metais (antimônio), técnicas físico-químicas (destilação, precipitação e sublimação), além de vários equipamentos de laboratório. Na China produzia-se alumínio no século II e a eletricidade era conhecida pelos alquimistas de Bagdá desde o século II a.C.

 

 

Esse sal normalmente é relatado como sendo um fogo aquoso ou uma água ígnea e é obtido a partir do mercúrio comum em conjunção com o fogo, obtendo assim a chamada "água que não molha as mãos". Assim como o mercúrio, o sal também é relatado como sendo o dissolvente universal. Na verdade o fixo e o volátil nunca podem estar separados, não existe mercúrio que não contenha o enxofre, por isso, as vezes o sal aparece com o nome de um deles dependendo da fase da operação.

O sal protege os metais para que no processo não sejam totalmente destruídos e reste assim a semente, que por seu intermédio nascerá algo novo.

 

Os sete metais

Na natureza, a terra contém "sementes" que dão origem aos metais por um processo de evolução e aperfeiçoamento. Todos os metais, com o tempo, transformar-se-ão em ouro que contém o equilíbrio perfeito dos quatro elementos. Na alquimia não existe matéria morta e todas as substâncias, animal, vegetal ou mineral, são dotadas de vida e movimento, ou seja, possuem suas energias características.

Ouro - representado pelo Sol.

Prata - representado pela Lua.

Mercúrio - representado pelo planeta Mercúrio.

Estanho - representado por Júpter.

Chumbo - representado por Saturno, por ser considerado pesado e lento

Cobre - representado por Vênus, maleabilidade, sossego, beleza e pra

 

O caos primordial que deu origem ao universo é comparado no reino mineral à matéria-prima, que é uma massa em estado de desordem, que dará origem à pedra filosofal. zer.

Ferro - representado por Marte.

A unidade da matéria e do universo

O mundo é como um grande organismo (macrocosmo), enquanto que o homem é um pequeno mundo (microcosmo), esta é uma das interpretações da frase: "O que está em cima é como o que está em baixo". O próprio laboratório do alquimista é um microcosmo onde ele tenta reproduzir de maneira mais acelerada um processo semelhante ao da criação do mundo.

Toda matéria (por matéria fica entendido tudo que existe no universo, até mesmo a energia pode estar revestida pela matéria) é constituída de uma mesma unidade comum a todas as substâncias. A partir desta "semente" pode-se produzir infinitas combinações e infinitas substâncias. O símbolo alquímico do ouroboros, que é a figura de uma serpente mordendo a própria calda formando um círculo, representa estas constantes transformações em que nada desaparece nem é criado, tudo é transformado como o princípio da conservação de energia, ou primeira lei da termodinâmica, postulado muito tempo depois.

Portanto, esta unidade da matéria é única e a mesma para todas as coisas, podendo combinar-se produzindo uma variedade infinita de substâncias e energias. Matéria e energia provém de uma mesma entidade. Einstein unificou a interconversão entre matéria e energia, na equação E=m.c2 (E = energia liberada; m = matéria transformada e c = velocidade da luz).

Os alquimistas procuram reduzir a matéria à unidade comum, que não são os átomos, para assim poderem reestruturá-la, tornando possível a transmutação. Esta unidade da matéria constitui tudo que existe, desde os átomos que se combinam para formar as moléculas e estas irão formar outras substâncias mais complexas, os organismos até os planetas que formam os sistemas e galáxias. Portanto, todas as coisas possuem a mesma unidade fundamental, este é o postulado fundamental da alquimia "Omnia in unum" (Tudo em Um).

O caos primordial que deu origem ao universo é comparado no reino mineral à matéria-prima, que é uma massa em estado de desordem que dará origem à pedra filosofal.

 

Deus - o mundo celeste e o terreno

Tudo o que existe material ou espiritual constitui uma única unidade. O divino é expresso como sendo "o círculo cujo centro está em toda parte e a Princípios

Os quatro elementos e os três princípios

A alquimia além do aspecto espiritual, constituí uma verdadeira ciência que tem como finalidade compreender a matéria e o cosmo, ou seja, o microcosmo e o macrocosmo, além de tentar reproduzir de forma mais rápida o que a natureza leva milênios para conseguir. Como em qualquer área de conhecimento, a alquimia possuía uma linguagem própria. Para tentar transmitir conhecimentos que não haviam palavras específicas para expressar eles utilizaram termos conhecidos, que transmitia uma idéia rudimentar de algum evento. Assim utilizavam os termos Água, Terra, Ar e Fogo para explicar os quatro elementos, correlacionando-os respectivamente com o estados líquido, sólido, gasoso e a energia. O fogo simbolizava todos os tipos de energia, inclusive a energia imaterial dos corpos, o "éter", ou estado "etéreo". O conceito de estado gasoso não ficou conhecido pelo ocidente até o século XVIII com as pesquisas de Lavoisier. Isto demonstra o quanto os Alquimistas estavam adiantados em relação aos sábios de seu tempo.

Os quatro elementos, porém não eram suficientes para expressar todas as características e assim os alquimistas adotaram os termos Enxofre, Mercúrio e o Sal

Água - penetrante, dissolvente e nutritiva

Terra - solidez que estabiliza a matéria, suporte para o líquido

Ar - gasoso, expansivo, volátil

Fogo - energia que acelera o processo, aquece, ilumina

A Quintessência - Éter - equilibra e penetra nos corpos, é a força viva

A terra e a água constituem estados visíveis, enquanto o fogo e o ar são estados invisíveis.

Os quatro elementos porém não eram suficientes para expressar todas as características e assim os alquimistas adotaram os termos Enxofre, Mercúrio e o Sal para expressar os três princípios e, da mesma maneira que os quatro elementos, não representavam as substâncias mencionadas em si, mas sim as suas propriedades materiais que poderiam ser retiradas ou acrescentadas as substâncias, possivelmente por reações químicas ou transmutações.

Enxofre - princípio fixo - representa as propriedades ativas - combustibilidade, a ação corrosiva, o poder de atacar os metais, e também o princípio ativo ou masculino, o movimento, a forma, o quente. É considerado o embrião da pedra e alimentado pelo mercúrio, pois está contido em seu ventre. Também é considerado a energia animadora e constitui o objetivo da Grande Obra.

Mercúrio - princípio volátil - representava as propriedades passivas - maleabilidade, brilho, fusibilidade, a fraca tensão de vapor, o escorregadio que toma várias formas e o fugidio. Além de designar a matéria, designa também outros aspectos como: o princípio passivo ou feminino, o inerte, o frio.

O mercúrio também pode designar a matéria-prima, é considerado a mãe dos metais ou a água primitiva que deu origem a todos eles. Este é o mercúrio segundo, mercúrio filosófico ou mercúrio duplo que contém os dois princípios, o mercúrio e o enxofre.

O primeiro mercúrio ou mercúrio comum também é chamado de dissolvente universal.

O mercúrio é ao mesmo tempo o caminho e o andarilho, com a Grande Obra representando uma viagem.

Estes dois princípios possuem as propriedades contrárias e a mistura de propriedades contrárias é muito importante na alquimia, ou seja, o dualismo enxofre-mercúrio de todas as coisas.

O mercúrio também é chamado de sal dos metais. Na realidade o mercúrio no final da obra adquire a tríplice qualidade.

Sal - também conhecido por arsênico - é o meio de união entre as propriedades do Mercúrio e as do Enxofre, como uma força de interação, muitas vezes associado a energia vital, que une a alma ao corpo. No ser humano, o enxofre seria o corpo físico; o mercúrio, a alma e o sal, o espírito mediador. circunferência em parte alguma". Portanto, todas as coisas surgiram do mesmo Criador, o mundo terreno é constituído pelos mesmos componentes que o mundo celeste.

Um dos grandes problemas de compreensão dos fundamentos da alquimia consiste na interpretação do espírito que só pode ser compreendido remontando a uma memória muito antiga, da época em que todos os seres do mundo celeste e do mundo terreno se comunicavam e o espírito circulava livremente entre todos os seres.

Muitos alquimistas foram grandes profetas como Nostradamos, Paracelso, dentre outros e todos eles acreditavam que em breve, no fim de mais um ciclo terrestre, haveria uma grande catástrofe que seria um novo começo para a humanidade. Restaria uma consciência coletiva, a mesma que deu origem a alquimia em outros ciclos.

O dualismo sexual

A energia original é criada pela junção dos princípios masculino e feminino (sol e lua). Muitos alquimistas constituem casais na busca da Grande Obra, porém para que ocorra uma perfeita união alquímica este casal, ou seja, estas duas metades devem ser complementares formando um único ser (como a figura alquímica do andrógino). Contudo é muito difícil encontrar um par que produza uma união tão perfeita.

O Cosmo

O cosmo é visto como um ser vivo sendo que seus constituintes tem espírito e propósito definido. As estrelas exalam um campo de energia que pode ser sentido e utilizado pelo homem e assim obter as transformações.

A vida

Existe uma crença na alquimia da criação artificial de um ser humano, o homúnculo ou Golem, porém estes relatos de alguns alquimistas célebres poderia referir-se de forma figurada ao processo de fabricação da pedra filosofal, onde o homúnculo representaria a matéria prima para a fabricação da pedra ou então uma fase da iniciação em que o homem ressurge após a morte do outro já degradado.

Na concepção alquímica tudo o que existe é vivo, até mesmo os minerais. Os metais vivem, crescem, reproduzem-se e evoluem. Portanto qualquer metáfora sobre seres vivos podem estar referindo-se também ao reino mineral.

A natureza e todos os seus constituintes devem ser respeitados para que a harmonia perfeita possa ser mantida. Esta consciência opõe-se claramente a forma de encarar a natureza até hoje, em que esta deve ser explorada o máximo possível e ainda consideram isto a evolução da humanidade. Reaprender a ver, sentir e ouvir a natureza, significa incorporar-se a ela, para relembrar o remoto passado quando fazíamos parte dela integralmente.

O amor

Todo o conhecimento alquímico está alicerçado no amor e por isso inacessível aos processos científicos atuais.

A união pelo amor está sempre presente em qualquer obra alquímica representando uma energia que une dois princípios ou dois materiais, tornado-os um só. De forma figurada é descrita como o casamento do Sol e da Lua, do enxofre e do mercúrio, do Rei e da Rainha, do Céu e da Terra ou do irmão e da irmã, por terem vindo da mesma raiz ou mesma substância.

Astrologia

Na alquimia a astrologia exerce um papel fundamental desde a escolha do momento certo para o início da obra, da colheita dos materiais utilizados, até o momento mais propício para o alquimista trabalhar. Reaprender a ver, sentir e ouvir a natureza significa incorporar-se a ela, restando assim relembrar o remoto passado quando fazíamos parte dela integralmente

 

 

 

O Laboratório Alquímico

A prática alquímica, de maneira extremamente resumida, consiste em pegar a prima materia (matéria-prima primordial) eliminar as suas impurezas (morte e renascimento), separar seus componentes (mercúrio e enxofre) e reuni-los novamente (por intermédio do sal) fixando os elementos voláteis, formando assim a pedra filosofal. Seria como "libertar o espírito por meio da matéria e a própria matéria por meio do espírito", ou ainda, fazer do fixo, volátil e do volátil,o fixo, onde não se pode fazer cada etapa independentemente.

O alquimista é uma peça fundamental nos experimentos e não somente um simples observador. O experimento e o experimentador constituem uma única coisa na alquimia. Este ponto de vista do experimentador como participante está agora sendo retomado pela física quântica, alterando o termo observador para participante. Portanto, mesmo tendo o conhecimento prático do processo, se tiver perdido a pureza do espírito, a Grande Obra não poderá ser concluída.

Vários alquimistas relatam doze processos, em três etapas ou três obras, para a realização da Grande Obra que, contudo, não correspondem literalmente aos nomes conhecidos. São eles:

Calcinação - constitui a purificação do primeiro material pelo fogo, sem contudo diminuir seu teor de água.

Solução ou dissolução - a parte sólida é dissolvida na água, porém é relatado que esta água não molha a mão. A água pode ser o próprio mercúrio. Esta é uma "dissolução filosófica" em que o solvente mata os metais, portanto a matéria-prima que dará origem a pedra filosofal constitui um dos grandes segredos da alquimia. esta fase é um símbolo da morte para os três reinos.

Separação - o mercúrio é separado do enxofre. Fornecendo um calor externo adequado, o mercúrio que contém o enxofre interno coagula a si mesmo graças a um artificio que constitui um segredo, o secretum secretorum, que é uma marca divisória entre a alquimia e a química. Este artifício consiste, metaforicamente, em capturar um raio de sol, condensá-lo, aprisioná-lo em um frasco hermeticamente fechado e alimentá-lo com o fogo. A terra fica em baixo enquanto o espírito sobe. Esta etapa completa a primeira obra e quando concluída corretamente pode se ver a formação de uma estrela dentro do frasco.

Conjunção - o mercúrio e o enxofre são novamente unidos. Toda a operação deve ser realizada no mesmo recipiente, sendo que nesta fase o frasco é hermeticamente fechado.

Putrefação - o calor mata os corpos e a putrefação ocorre. Aparece uma coloração escura, enegrecida.

Congelamento - nesta fase aparece uma coloração esbranquiçada, um calor brando é quem promove esta mudança.

Cibação - à matéria seca deve ser adicionado os componentes necessários para alimentá-la.

Sublimação - fase em que o corpo torna-se espiritual e o espírito corporal, ou seja, volatilizar o fixo e fixar o volátil, sendo que um processo depende do outro e não é possível fixar um sem volatilizar o outro. Para esta fase é relatado uma duração de quarenta dias. Porém, todo esse processo que se encerra com a sublimação teve início na conjunção e constitui a segunda obra.

Fermentação - adiciona-se ouro para tornar o já existente mais ativo.

Exaltação - processo semelhante a sublimação, seria uma ressublimação.

Multiplicação - uma quantidade maior de energia é acrescida nesta etapa, porém não é necessariamente a matéria que aumenta.

Projeção - teste final da pedra em seus usos normais, como a transmutação.

O agente da dissolução é convertido em paciente que sofre a operação na fase da coagulação. Por isso a operação é comparada a brincadeira de criança de "pular carniça" em que ora um pula o outro e ora é pulado.

A matéria-prima

Esta primeira matéria que dará origem a pedra filosofal constitui um dos grandes segredos da alquimia. Normalmente é descrita como algo desprezado, inferior e sem valor. Pode ser encontrado em todos os lugares, é conhecido por todos, é varrido para fora de casa, as crianças brincam com ele, porém possui o poder de derrubar soberanos.

Dentre os não iniciados, cada um aposta em um tipo de material tanto do reino animal, vegetal como mineral. ários utilizaram minérios (especialmente os de chumbo, o cinabre que contém enxofre e mercúrio, o stibine um raro mineral sulfuroso, a galena que é magnética), cinzas, fezes, barro, sangue, cabelos. A maioria deles emprega a própria terra, recolhida em local preservado. A terra estaria impregnada de energia cósmica, com a água que contém.

Esta matéria não está somente no reino do psiquismo, como afirmava Jung, ela tem também sua expressão no reino material através de um mineral que possui propriedades vegetativas.

Descobrir a matéria-prima não é o principal, mas sim erguê-la a um ponto privilegiado para as operações subseqüentes. Esta abordagem só será conseguida quando o alquimista deixa de lado a fronteira fictícia entre os elementos constitutivos de sua personalidade (física e espiritual) e o universo.

Ela normalmente é relacionada ao caos da gênese, a base de todo o processo, que tanto é material como imaterial.

Para descobrir a matéria-prima mineral o operador e o objeto, observador e o observado, devem estar unidos. Isto significa se abstrair da visão lógica e desenvolver uma visão intuitiva. Esta visão pode aparecer após um longo período de reflexão sobre os impasses insolúveis da alquimia, após um estímulo externo como o barulho do vento, das ondas do mar, do trovão e outros. Caso contrário ela permanecerá escondida por uma roupagem ou uma casca como o ovo.

O orvalho

O orvalho normalmente é utilizado para umedecer (banhar e nutrir) a matéria-prima. Como se condensa lentamente e desce da atmosfera está impregnado da energia cósmica. A melhor época de recolher o orvalho vai do equinócio de primavera ao solstício de verão, pois possui uma maior energia. Normalmente é recolhido com lençóis estendidos sobre vegetação rasteira sem, no entanto, tocá-la.

As cores da Grande Obra

Nas várias etapas do processo a matéria vai mudando de cor, primeiro aparecendo uma massa enegrecida, que passa a esbranquiçada e finalmente avermelhada.

A cor negra seria a cor da fase da putrefação, a cor branca se inicia na fase de dissolução e a cor vermelha constitui a fase final do processo, ou seja, a pedra filosofal. Podem também aparecer cores intermediárias como o amarelo e mesmo as cores do arco-íris, também chamadas de cores da cauda do pavão. A observação destas cores é muito importante para saber se a obra está evoluindo de maneira correta.

Outro indício da conclusão constitui na junção de cristais em forma de estrela na superfície do líquido, ou um som parecido com o canto de cisnes.

A Temperatura

A temperatura do forno em cada etapa do trabalho deve ser rigorosamente controlada. O aquecimento deve ser aumentado de forma gradual e bem lenta. A primeira etapa (putrefação) pode durar quarenta dias e a temperatura desta é compara a do ventre ou do seio materno. Aquecendo-se muito corre o risco de fracasso ou mesmo de explosão.

 

 

 

 

... a partir da emanação de um tipo de energia, na forma de raio diretamente no cadinho e no alquimista. Isto seria extremamente perigoso podendo até mesmo fazer desaparecer o corpo do alquimista.

 

 

 

 

 

 

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 As Civilizações Antigas

A Atlântida

A história antiga da humanidade em grande parte se constitui um enigma, enigma esse devido à ignorância das pessoas que a escreveram e dataram certos eventos. Podemos perceber isto tendo em vista, por exemplo, o que dizem a respeito da esfinge, pois atualmente estudos provam que ela data de 12.000 a.C. a 10.500 a.C., enquanto que a história que divulgam datam-na de apenas de 4.000 a.C.

Uma outra indagação que deve ser feita diz respeito à distribuição de pirâmides no mundo. Elas são encontradas não somente no Egito, mas também na China e na América Central, mostrando a interligação dessas culturas no passado. O que interliga todas essas civilizações antigas? A única resposta que melhor responde a essas perguntas, e outras a respeito do mundo antigo, é a existência da Atlântida.

A primeira fonte de informação que chegou ao mundo moderno é sem dúvida os escritos de Platão. Foi ele quem primeiro falou da existência de uma ilha então submersa à qual foi dado o nome de Atlântida. Platão tomou conhecimento da Atlântida através de Sólon, que, por sua vez lhe foi referido por pelos sacerdotes egípcios, num dos templos da cidade egípcia de Saís.

Na verdade a Atlântida data de pelo menos 100.000 a.C., então constituindo não uma ilha e sim um imenso continente que se estendia desde a Groelândia até o Norte do Brasil. Sabe-se que os atlantes chegaram a conviver com os lemúrios, que viviam num continente no Oceano Pacifico aproximadamente onde hoje se situa o Continente Australiano. Naquele continente Atlante havia muitos terremotos e vulcões e foi isto a causa de duas das três destruições que acabaram por submergi-lo . A terceira destruição não foi determinada por causas naturais. Na primeira destruição, em torno de 50.000a.C. várias ilhas que ficavam junto do continente atlante afundaram, como também a parte norte do continente que ficava próximo a Groelândia, em decorrência da ação dos vulcões e terremotos. A segunda destruição, motivada pela mudança do eixo da Terra, ocorreu em torno de 28.000 a.C., quando grande parte do continente afundou, restando algumas ilhas, das quais uma que conectava o continente Atlante à América do Norte. E a terceira foi exatamente esta onde floresceu a civilização citada por Platão e que por fim foi extinta, em uma só noite, afundando-se no mar restando apenas as partes mais elevadas que hoje corresponde aos Açores descrita por Platão.

 Para se estudar bem a Atlântida deve-se considerar que esse nome diz respeito a três civilizações distintas, pois em cada uma das destruições os que restaram tiveram que recomeçar tudo do início.

 

Atlântida 100.000 a.C. a 50.000 a.C.

Sobre a Atlântida antes da primeira destruição (antes de 50.000 a.C.) pouco se sabe. Diz-se haver sido colonizada pelos lemurios que haviam fugido do continente onde habitavam, também sujeito a cataclismos imensos, quando então se estabeleceram correntes migratórias fugitivas das destruições que ocorriam na Lemúria, algumas delas dirigiram-se para o Sul Atlântida.

Estes primeiros Atlantes julgavam a si pelo caráter e não pelo que tinham e viviam em harmonia com a natureza. Pode-se dizer que 50% de suas vidas era voltada ao espiritual e os outros 50% para o lado prático, vida material. Possuíam grandes poderes mentais o que lhes conferia domínio da mente sobre o corpo. Eles faziam coisas impressionantes com os seus corpos. Assim viveram por muito tempo até que, em decorrência da proximidade do sul da Atlântida com o Continente Africano, várias tribos agressivas africanas dirigiram-se para a Atlântida forçando os Lemurios estabelecidos na Atlântida a se deslocarem cada vez mais para o norte do continente atlante. Com o transcorrer do tempo os genes dos dois grupos foram se misturando.

Em 52.000 a.C. os Atlantes começaram a sofrer com ataques de animais ferozes, o que os fizeram aumentar seus conhecimentos em armas, motivando um avanço tecnológico na Atlântida. Novos métodos de agricultura foram implementados, a educação expandiu, e conseqüentemente bens materiais começaram a assumir um grande valor na vida das pessoas, que começaram a ficar cada vez mais materialistas e conseqüentemente os valores psíquicos e espirituais foram decaindo. Uma das conseqüências foi que a maioria dos atlantes foi perdendo a capacidade de clarividência e suas habilidades intuitivas por falta de treinamento e uso, a ponto de começarem a desacreditar na mencionadas habilidades.

Edgar Cayce afirma que dois grupos diversos tiveram grande poder nessa época, um deles chamados de "Os Filhos de Belial". Estes trabalhavam pelo prazer, tinham grandes posses, mas eram espiritualmente imorais. Um outro grupo chamado de "As Crianças da Lei Um", era constituído por pessoas que invocavam o amor e praticavam a reza e a meditação juntas, esperando promover o conhecimento divino. Eles se chamavam "As Crianças da Lei Um" porque acreditavam em Uma Religião, Um Estado, Uma Casa e Um Deus, ou melhor, que Tudo é Um. Logo após essa divisão da civilização atlante, foi que ocorreu a primeira destruição da Atlântida, ocasião em que grande número de imensos vulcões entraram em erupção. Então uma parte do povo foi para a África onde o clima era muito favorável e possuíam muitos animais que podiam servir como fonte de alimentação. Ali os descendentes dos atlantes viveram bem e se tornaram caçadores. A outra parte direcionou-se para a América do Sul onde se estabeleceu na região onde hoje é a Bacia Amazônica. Biologicamente os atlantes do grupo que foi para a América do Sul começaram a se degenerar por só se alimentarem de carne pensando que com isso iriam obter a força do animal, quando na verdade o que aconteceu foi uma progressiva perda das habilidades psíquicas. Assim viveram os descendentes atlantes até que encontraram um povo chamado Ohlm, remanescentes dos descendentes da Lemúria, que os acolheram e ensinaram-lhes novas técnicas de mineração e agricultura.

As duas partes que fugiram da Atlântida floresceram muito mais do que aquela que permanecera no continente, pois em decorrência da tremenda destruição os remanescentes praticamente passaram a viver como animais vivendo nas montanhas durante 4.000 anos, após o que começaram a estabelecer uma nova civilização.

 

Atlântida 48.000 a.C. a 28.000 a.C.

Os atlantes que estabeleceram uma nova civilização na Atlântida começaram de forma muito parecida com o inicio da colonização que os Lemurios fizeram na Atlântida. Eles se voltaram a trabalhar com a natureza e nisso passaram milhares de anos, mas com o avanço cientifico e tecnológico também começaram a ficar cada vez mais agressivos, materialistas e decadentes. Os tecnocratas viviam interessados em bens materiais e desrespeitando a religião. A mulher se tornou objeto do prazer; crimes e assassinatos prevaleciam, os sacerdotes e sacerdotisas praticavam o sacrifício humano. Os atlantes se tornaram uma civilização guerreira. Alguns artistas atlantes insatisfeitos fugiram para costa da Espanha e para o sudoeste da França, onde até hoje se vêem algumas de suas artes esculpidas nas cavernas. Em 28.000 a.C. com a mudança do eixo da Terra, os vulcões novamente entraram em grande atividade acabando por acarretar o fim da segunda civilização atlante. Com isso novamente os atlantes fugiram para as Antilhas, Yucatã, e para a América do Sul.

 

Atlântida 28.000a.C. a 12.500 a.C.

Esta foi a civilização atlante que foi descrita por Platão.

Mais uma vez tudo se repetiu, os que ficaram recomeçaram tudo novamente, recriando as cidades que haviam sido destruídas, mas inicialmente não tentando cometer os mesmos erros da florescente civilização passada. Eles unificaram a ciência com o desenvolvimento espiritual a fim de haver um melhor controle sobre o desenvolvimento social.

Começaram a trabalhar com as Forças da Natureza, tinham conhecimento das hoje chamadas linhas de Hartman e linhas Ley, que cruzam toda a Terra, algo que posteriormente veio a ser muito utilizado pelos celtas que construíram os menires e outras edificações em pedra. Vale salientar que eles acabaram por possuir um alto conhecimento sobre a ciência dos cristais, que usavam para múltiplos fins, mas basicamente como grandes potencializadores energéticos, e fonte de registro de informações, devido a grande potência que o cristal tem de gravar as coisas.

Os Atlantes tinham grande conhecimento da engenharia genética, o que os levou a tentar criar "raças puras", raças que não possuíssem nenhum defeito. Esse pensamento persistiu até o século XX a ser uma das bases do nazismo.

Os Atlantes detinham grandes conhecimentos sobre as pirâmides, há quem diga que elas foram edificadas a partir desta civilização e que eram usadas como grandes condutores e receptores de energia sideral, o que, entre outros efeitos, fazia com que uma pessoa que se encontrasse dentro delas, especialmente a Grande Pirâmide, entrava em estado alterado de consciência quando então o sentido de espaço-tempo se alterava totalmente.

É certo que os habitantes da Atlântida possuíam um certo desenvolvimento das faculdades psíquicas, entre as quais a telepatia, embora que muito aquém do nível atingido pelos habitantes da primeira civilização.

Construíram aeroplanos, mas nada muito desenvolvido, algo que se assemelharia mais ao que é hoje é conhecido como "asa delta". Isto tem sido confirmado através de gravuras em certos hieróglifos egípcios e maias.

Também em certa fase do seu desenvolvimento os atlantes foram grandes conhecedores da energia lunar, tanto que faziam experiências muito precisas de conformidade com a fase da Lua. A par disto foram grandes conhecedores da astronomia em geral.

Na verdade os atlantes detiveram grandes poderes, mas como o poder denigre o caráter daquele que não está devidamente preparado para possuí-lo, então a civilização começou a ruir. Eles começaram a separar o desenvolvimento espiritual do desenvolvimento científico. Sabedores da manipulação dos gens eles desenvolveram a engenharia genética especialmente visando criar raças puras. Isto ainda hoje se faz sentir em muitos povos através de sistemas de castas, de raça eleita ou de raça ariana pura. Em busca do aperfeiçoamento racial, como é da natureza humana o querer sempre mais os cientistas atlantes tentaram desenvolver certos sentidos humanos mediante gens de espécies animais detentoras de determinadas capacidades. Tentaram que a raça tivesse a acuidade visual da águia, e assim combinaram gens deste animal com gens humano; aprimorar o olfato através de gens de lobos, e assim por diante. Mas na verdade o que aconteceu foi o pior, aqueles experimentos não deram certo e ao invés de aperfeiçoarem seus sentidos acabaram criando bestas-feras, onde algumas são encontradas na mitologia grega e em outras mitologias e lendas. Ainda no campo da engenharia genética criaram algumas doenças que ainda hoje assolam a humanidade.

A moral começou a ruir rapidamente e o materialismo começou a crescer. Começaram a guerrear. Entre estas foi citada uma que houve com a Grécia, da qual esta foi vitoriosa. Enganam-se os que pensam que a Grécia vem de 2 000 a.C. Ela é muito mais velha do que o Egito e isto foi afirmado a Sólon pelo sacerdote de Sais. Muitos atlantes partiram para onde hoje é a Grécia e com o uso a tecnologia que detinham se fizeram passar por deuses dando origem assim a mitologia grega, ou seja, constituindo-se nos deuses do Olimpio.

Por último os atlantes começaram a fazer experimentos com displicência de forma totalmente irresponsável com cristais e como conseqüência acabaram canalizando uma força cósmica, que denominaram de "Vril", sob as quais não tiveram condições de controla-la, resultando disso a destruição final da Atlântida, que submergiu em uma noite. Para acreditar que um continente tenha submergido em uma noite não é muito fácil, mas temos que ver que a tecnologia deles eram muito mais avastadora.

 

 

 

 

A Civilização Maia

No Passado os Maias haviam alcançado uma Síntese Matemática expressa como Movimento e Medida, que era simbolizada por: Um Circulo (Movimento - Tempo) Circunscrito em um Quadrado (Medida - Espaço), ser Absoluto. Para os Maias A Religião e a Ciência não eram Meios distintos, Mas sim um Único e Completo Meio para se chegar a Divindade.Cientificamente eles sabiam que toda a vida na Terra dependia da Luz do Sol e Que através dele o ser absoluto Chegava até nós na Terra.

Este Símbolo mais tarde iria ser usado pelos Alquimistas na sua Simbologia no que eles Chamavam de Pedra Filosofal. Os Maias também foram junto com os Hindus os únicos povos a usarem o Zero, que era simbolizado por um Ovo que eles chamavam de G, O Princípio Criador do Universo. Para os Maias os Deuses o Homem e o Universo eram um só, Os Deuses Precisavam dos Homens, e Os Homens precisavam dos Deuses.

Eles Conheciam todos os Astros com precisão Astronômica e Astrológica, a Forma da Via Láctea já era conhecida por eles, eles chamavam esta fonte geradora de vida de G.

A iniciação aos Mistérios Maias Implicava em se Conhecer os segredos da Via Láctea Através da Compreensão de G. Sua base cultural se expressava em Buscar a Raiz da Verdade, pela compreensão de G o zero, o princípio criador do Universo.

A meditação era de uso pleno desde a infância dos Maias; desde pequenos eles eram Instruídos para o domínio dos Sete Poderes,os Sete Chakras. Na iniciação Maia o Iniciado instruído no manejo da energia solar e na energia proveniente da Via Láctea. O Iluminado era denominado: "O preenchido pela Verdade da essência". Esse era plenamente capaz de dominar os Sete Poderes.

 

Os Celtas

 

Os Celtas, sua Vida e Sua Cultura

Aquele povo nórdico mantinha uma vida simples se comparada com a do mundo civilizado atual, e primava pela utilização das forças telúricas em todos as suas atividades, expressas basicamente através de ritos propiciatórios. Consideravam a natureza como a expressão máxima da Deusa Mãe. A divindade máxima era feminina, a Deusa Mãe, cuja manifestação era a natureza, por isso a sociedade celta embora não fosse matriarcal mesmo assim a mulher era soberana no domínio das forças da natureza.

Na realidade a corrente migratória atlante direcionada para a Europa Ocidental não primou pelo desenvolvimento tecnológico, ela não deu prosseguimento, por exemplo, à utilização ao desenvolvimento da ciência dos cristais como fonte de energia. Preferiram a utilização da energia inerente aos canais das forças telúricas mais simples (nesta palestra queremos dizer que nossa descrição teve mais como base a terminologia chinesa, mas vale agora dizer que tudo o que a geomância atual diz já era sobejamente conhecida dos Celtas que, por sua vez herdaram tais conhecimentos dos seus ancestrais remotos, os Atlantes que tinham grande domínio sobre tais conhecimentos), e mesmo assim de uma maneira não tecnológica.

Os celtas entendiam que a terra comporta-se como um autêntico ser vivo, que nela a energia flui tal como nos meridianos de acupuntura de uma pessoa. Eles sabiam bem como se utilizarem de meios de controlar essa energia em beneficio da vida, das colheitas e da saúde.

O grande desenvolvimento dos celtas foi no campo do como manipular a energia sem o envolvimento de tecnologia alguma, somente através da mente. Enquanto outros descendentes da Atlântida usaram instrumentos os migraram para o oeste europeu, dos quais bem tardiamente surgiu como civilização celta, usaram apenas pedras, na maioria das vezes sobe a forma de dolmens de menhires. Geralmente pedras eram usadas como meios para o desvio e canalização de energia. As construções megalíticas eram drenadores, condensadores e drenadores de energia telúrica, com elas os descendentes da Atlântida criavam "shunts" nos canais de força telúrica, desviando-a para múltiplos fins.

Os Celtas chegaram a ter pleno conhecimento de que as forças telúricas podiam ser controladas pela mente, que a energia mental interagia com outros campos de forças, e que a energia mental podia direcionar aos canais, ou até mesmo gerar canais secundários de força. Sabiam o que era a energia sutil, e que podiam aumentá-la de uma forma significativa mediante certos rituais praticados em lugares especiais. Para isto escolhiam e preparavam adequadamente os locais ideais para suas cerimoniais religiosas.

A realização dos festivais celtas não se prendia somente à localização, também tinham muito a ver com a época do ano, com determinadas efemérides, por isto ocorriam em datas precisas, ocasiões em que as forças cósmicas mais facilmente interagiam com as forças telúricas.

Os celtas sabiam que a energia telúrica sofria reflexões e refrações ao tocar coisas materiais, tal como ensina atualmente o Feng Shui, por isto é que eles praticavam seus rituais religiosos totalmente despidos. Isto não tinha qualquer conotação erótica, era antes um modo para a energia não ser impedida ou desviada pelas vestimentas.

Também tinham conhecimentos de como viver em harmonia com a terra, da importância de manterem a terra sadia, assim sendo evitavam mutilá-la inutilmente e até mesmo da importância de tratá-la. Tal como um acupunturista trata uma pessoa quando o fluxo de energia não esta se processando de uma forma adequada, da mesma forma eles procediam com relação à "Mãe Terra".

Estabeleciam uma interação entre a energia a nível pessoal com a energia a nível planetário e também a nível sideral.

É todo esse conhecimento que está sendo liberado progressivamente. Agora que o homem moderno está começando a compreender que a terra foi dilapidada, atingida em sua integridade precisa urgentemente ser tratada vêm ressurgindo conhecimentos antigos, espíritos aptos estarão encarnando na terra para desenvolverem métodos precisos visando à correção dos males provocados. Assim é que estamos vendo o desenvolvimento da Radiestesia, da Rabdomância, do Feng Shui e de outras formas de atividades ligadas às energias que fluem na terra. Os princípios preconizados pela Permacultura serão aceitos progressivamente e a humanidade passo a passo irá se integrando a um sistema de vida holístico.

Na realidade não se pode falar de religião céltica sem se falar da religião druídica, por isto a partir da próxima palestra entraremos sobre que e quem eram os Druidas, assim como exerciam suas cerimônias religiosas.

Os cerimoniais célticos tinham um conteúdo "mágico" bem mais intenso que os druídicos pois neles havia uma comunhão muito grande entre o homem e a natureza. Esse lado mágico e mais ainda o exercido de alguns rituais com os participantes despidos foi motivo de escândalo para os católicos que os viram pela primeira vez.

O catolicismo primitivo, tal como um furacão devastador apagou tudo o que lhe foi possível apagar no que diz respeito aos rituais célticos, catalogando-os de paganismo, de cultos imorais e tendo como objetivo a adoração da força negativa. Na realidade isto não é verdade, os celtas cultuavam a Mãe Natureza. Mas, bastaria isto para o catolicismo não aceitar a religião celta, pois como aquela religião descendente do tronco Judaico colocava a mulher como algo inferior, responsabilizando-a pela queda do homem, pela perda do paraíso. Na realidade o lado esotérico da religião hebraica baniu o elemento feminino já desde a própria Trindade. Como já dissemos em outros temas, todas as Trindades das religiões antigas continham um lado feminino, somente não a hebraica.

A Igreja Católica, derivada do hebraísmo ortodoxo, também mostrou ser uma religião essencialmente machista e como tal lhe era intolerável à admissão de uma Deusa Mãe, mesmo que esta simbolizasse a própria natureza.

Mesmo que o Catolicismo assumisse uma posição machista isto não foi ensinado e nem praticado por Jesus. Ele na realidade valorizou bem a mulher e, por sinal, existe um belíssimo evangelho apócrifo denominado "O Evangelho da Mulher". Também nos primeiros séculos do Cristianismo a participação feminina era bem intensa. Entre os principais livros do Gnosticismo dos primeiros séculos, conforme consta nos achados arqueológicos da Biblioteca de Nag Hammadi consta o Evangelho de Maria Madalena mostrando que os evangelistas não foram apenas pessoas do sexo masculino.

Na realidade Jesus apareceu primeiro às mulheres, e segundo o que está escrito nos documentos sobre o Cristianismo dos primeiros séculos, via de regra, por cerca de 11 anos depois da crucificação Jesus continuou a ensinar e geralmente fazia isto através da inspiração, algo como mediunidade, e isto acontecia bem mais freqüentemente através das mulheres.

Sabe-se que o papel de subalternidade do lado feminino dentro do Cristianismo foi oficializado a partir do I Concilio de Nicéia no ano 325. Aquele concílio, entre outras intenções visou o banimento da mulher dos atos litúrgicos da igreja. Ela só podia participar numa condição de subserviência. O catolicismo que nasceu da ala ortodoxa do Cristianismo primitivo que continha em seu bojo a influência judaica no que diz respeito à marginalização da mulher no exercício das atividades sacerdotais.

Por isto, e por outras coisas, as autoridades católicas não podiam tolerar o celtismo, cuja religião era mais exercida pelas mulheres. Existam as sacerdotisas que exerciam um papel mais relevante que a dos sacerdotes e magos. Naturalmente os celtas eram muito apegados à fertilidade, ao crescimento da família e ao aumento da produção dos animais domésticos e dos campos de produção e isto estava ligado diretamente ao lado feminino da natureza. Também a mulher é mais sensitiva do que o homem no que diz respeito às manifestações do sobrenatural, do lado mágico da vida, portanto é obvio que elas canalizassem mais facilmente a energia nos cerimoniais, que fossem melhores intermediárias nas cerimônias mágicas. Assim é que o elemento básico da Wicca não tinha como base primordial o homem e sim na mulher, cabendo àquele a primazia nos assuntos não religiosos.

 

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